contagem regressiva

By kátia mello

eu nunca falei sobre a minha relação sentimental com shows. funciona assim: uma gig é a consumação máxima do amor entre mim e uma banda, é o fim do platonismo tácito, o momento em que a música deixa de ser abstrata e passa a ser real e palpável, é como aquela pessoa que você flertou durante um tempo e agora está nua em sua cama. daqui a seis dias o radiohead vai se apresentar aqui em SP. eu não estava muito empolgada, na verdade se eu pudesse escolher entre eles ou qualquer outra coisa que eu já vi, como wilco, teenage ou lcd soundsystem, eu escolheria entre as últimas. a vontade de ver o radiohead ficou perdida em algum momento de 2003, depois do lançamento de hail to the thief (que eu acho só honesto). outro dia a gente discutia qual era o melhor disco deles e quase virou briga quando defendemos o  kid a e sua quebra, na época a gente escutava, estranhava, mas sabia que, no futuro, aquilo seria um marco. o ok computer é o melhor disco deles, fato, mas o disco que rompe com o rock e eleva a banda ao status de “experimental” é o kid a, glorificado com o lançamento de amnesiac (não vou comentar). lendo essa matéria podre (quem ainda perde tempo falando mal do Álvaro, brasil?) rolou uma afliceta com os inúmeros hits que estão no setlist. vai ser bom, vai ser um show do caralho. mas vai ser como reencontrar o paquerinha do primeiro colegial que nunca te deu bola e agora está louco pra te comer.

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7 Respostas para “contagem regressiva”

  1. goos Disse:

    meus paqueras cuen do colégio ficaram feios, uós, tem namoradas micareteiras, usam nike shox, tem carro tunado e tem empregos chatos – por isso eu NAO VOU no show do radiohead.

    meu amor por eles tb ficou em 2003

  2. Diego Maia Disse:

    \o/

  3. Pedro Acosta Disse:

    O que tem de tão podre na matéria do Álvaro? Dessa vez achei ok.

    AMEI ler gente que pensa como eu sobre o Radiohead. Me parece que há uma linha evolutiva muito clara do Pablo Honey até o Amnesiac: a história acabou ali, sobrou a banda. De qualquer forma, vou ao show e acho que vai ser o máximo, shows tem esse caráter celebratório que independe da relevância do artista naquele momento, ainda mais no Brasil.

    Só uma coisa, vc acha mesmo que um show TRADUZ a sensação do álbum para a VIDA REAL? Sempre tenho a sensação de que são coisas diferentes e, ultimamente, tenho me sentido BEM VIRTUAL em alguns shows, distante do que acontece no palco.

  4. kátia mello Disse:

    a matéria do álvaro é ruim principalmente porque ele cita só 8 faixas de um show de 25 (deixando de lado pérolas como Just etc.) e em nenhum momento ele fala que o In Rainbowns INTEIRO foi tocado.

    então, eu nem espero que uma gig seja a tradução do álbum para vida real. eu espero que seja melhor! com mais vida, mais ousado. mas show é como os flertes…eles nem sempre são o que imaginamos.

  5. seu fã Disse:

    eu li essa matéria hj cedo e pensei, hm? e vi o vídeo e pensei, cadê a pauta? editaram e tiraram o filé? ah não, é matéria do álvaro… também voto no kid a

  6. Tiago Mesquita Disse:

    No dia do radiohead vai passar uma reprise de um documentário sobre girafas. Imperdível!

  7. Tiago Mesquita Disse:

    No dia do radiohead vai passar a reprise de um documentário sobre girafas. Imperdível!

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